Seguem as buscas aos cinco tripulantes de uma embarcação que sumiu na costa fluminense no último final de semana. A embarcação levava um empresário gaúcho e quatro cearenses: Domingos Sávio, Guilherme Ambrósio, Cláudio de Souza e Wilson Martins dos Santos. O empresário foi ao Rio de Janeiro para comprar a lancha e os outros quatro amigos foram chamados para participar de uma expedição até o Ceará, que duraria entre 15 e 20 dias.  No entanto, no trajeto, a lancha teria apresentado problemas mecânicos. As condições climáticas também eram desfavoráveis. O último contato com parentes e amigos aconteceu justamente no sábado, 30.

De lá para cá não houve mais notícias dos cinco. Não se sabe se a embarcação está à deriva ou naufragou. Segundo a mulher de um deles, Tatiana, à Jovem Pan, todos tinham grande experiência no mar e já passaram por testes de sobrevivência. A Marinha do Brasil participa das buscas desde que foi acionada. São usados navio, avião, helicóptero nessa operação de resgate. Tatiana alega que houve demora para o início das buscas e diz que vem encontrando dificuldades para manter contato com a Marinha. Ela, que chegou ao Rio de Janeiro nesta quarta, pede para que a instituição intensifique as buscas aos desaparecidos.

“A gente não tem ninguém para nos amparar aqui, a Marinha não tem nenhum suporte. Eles não mandam endereço, isso não não pode acontecer. São cinco pessoas perdidas. Pelo amor de Deus, façam alguma coisa. Não fiquem parados. São famílias.” A Marinha do Brasil alega, por sua vez, que tem prestado toda a assistência para as famílias e mantém contato permanente. A lancha foi comprada pelo empresário Ricardo Kirst, um apaixonado pelo mar, que queria usar ela para encontros e passeios com familiares e amigos.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga