O ministro da Educação, Milton Ribeiro, participou de coletiva de imprensa neste domingo, 17, para comentar sobre o primeiro dia de provas do Enem 2020. Ribeiro afirmou que conferiu a aplicação da prova em dois estados, Goiás e Paraná, e que “as coisas caminharam muito bem”. O ministro disse que a abstenção recorde de 51,5%, quase o dobro do Enem 2019, foi consequência do “medo a respeito da contaminação” e da propaganda “contrária” ao exame feito pela “mídia”. Segundo ele, apesar da alta abstenção, o adiamento do exame iria “atrasar muito a vida dos estudantes, sobretudo os estudantes oriundos de escolas públicas”. Faltaram ao primeiro dia de provas cerca de 2,8 milhões de candidatos. O ministro também atribui a abstenção de mais de 50% dos estudantes a isenção da taxa de inscrição. “Houve também um componente diferente: em um um último momento a isenção das inscrições de ofício. Então, nós sabemos que muitas vezes o aluno faz a inscrição e, eventualmente, ‘ah, eu não paguei nada, eu posso faltar’ e isso é coisa da juventude mesmo”, justificou.

Nas redes sociais, muitos candidatos reclamaram da lotação de salas. Os que relataram salas vazias afirmaram que muitos cartões de provas não foram entregues. “A sala onde fiz a prova tinha poucas pessoas, mas se todo mundo que tava na lista tivesse ido, iria ficar super lotada. O distanciamento aconteceu só porque as pessoas deixaram de ir”, escreveu um estudante. “Só tinham 7 pessoas na minha sala e quase 30 carteiras vazias. Quando foram fazer a chamada para entregar as provas, as 30 carteiras vazias foram das 30 pessoas que faltaram. Imagina se essas 30 tivesse ido?”, disse outro. Além da aglomeração, candidatos afirmaram que, em muitos locais de prova, as janelas estavam fechadas, apenas com ar-condicionados ligados.