Após identificar 12 casos da cepa brasileira do novo coronavírus, a cidade de Araraquara, em São Paulo, adotou, a partir desta segunda-feira, 15, medidas mais restritivas para frear uma nova onda da doença. Os casos confirmados são da variante identificada como P1, descoberta em Manaus e que apresenta maior transmissibilidade. Segundo o decreto instituído pela prefeitura, o deslocamento sem justificativa de pessoas e veículos permanece proibido no município até 1º de março, já que a norma é válida para os próximos 15 dias. Sendo assim, apenas serviços essenciais seguem funcionando.

Sem restrições de horário, hospitais, clínicas, farmácias e postos de combustível que fazem parte da rede de abastecimento dos serviços públicos da região permanecem abertos. O comércio essencial, que inclui estabelecimentos como supermercados, padarias e açougue, pode continuar aberto até às 20 horas e atender o público com o uso de senha. Postos de combustível da rede privada fecham às 19 horas. Já as igrejas, clubes, templos e locais de lazer estão proibidos de abrir as portas enquanto o decreto estiver em vigor. Segundo as autoridades, a fiscalização da ordem será realizada por blitzes formadas por agentes da Prefeitura, que podem multar de R$ 120 a R$ 6 mil os munícipes que desrespeitarem as regras.

Além da identificação dos casos referentes à nova cepa, o sistema de saúde de Araraquara está em situação crítica com 100% dos leitos de enfermaria ocupados e apenas 4% dos leitos de UTI vagos. Nas redes sociais, o prefeito da cidade, Edinho Silva, reforçou que “é unânime a necessidade de endurecimento do isolamento social em virtude alta ocupação de leitos de UTI e enfermaria, além da confirmação de que novas cepas do coronavírus estão circulando em Araraquara”. Segundo o último boletim divulgado pela administração municipal, até este domingo, 14, a cidade registrou 12.127 casos de Covid-19 e 146 óbitos em decorrência de complicações da doença.