A tradicional feirinha da madrugada no Brás, em São Paulo, continua funcionando normalmente, mostra imagens feitas no dia 27 de janeiro e nesta quarta-feira
, 03. A manutenção das atividades comerciais de ambulantes e barraquinhas contraria, no entanto, a determinação sanitária do Plano São Paulo. Como medida para conter o aumento de casos, óbitos e internações pela Covid-19, nos últimos dias, após às 20h, a capital paulista, assim como os demais municípios do estado, respeitava critérios da Fase Vermelha, quando apenas estabelecimentos essenciais poderiam funcionar, o que não inclui comércios como a feirinha.

A Associação de Lojistas do Brás (Alobras) fez uma denúncia ao Ministério Público para apurar o descumprimento do decreto estadual. O advogado Lutfe Yunes questiona um favorecimento ao comércio ambulante ilegal e analisa uma impassividade por parte dos governantes da própria norma editada pelos mesmos. “Nesse momento que se quer que a lei valha apra todos. Então você é obrigado a parar nos finais de semana e em determinados horários e na madrugada, na surdina, a gente vive esse estado paralelo que é essa feirinha da madrugada. O governador sabe, o prefeito sabe, todo mundo sabe da questão e nada é feito. Não só o combate ilegal, mas agora em uma Fase Vermelha, se é para salvar vidas, que todos estejam comprometidos”, disse. Questionada, a Prefeitura de São Paulo ainda não se posicionou sobre o tema.

*Com informações do repórter Victor Moraes