Depois de divulgar que a água fornecida estava dentro dos padrões próprios para consumo, a Cedae faz uma espécie de mea culpa e admitiu que, em alguns bairros do Rio de Janeiro, a água fornecida não é de boa qualidade. Existe uma escala, inclusive, que vai de 0 a 10 — se água estiver em um nível acima de 6, a qualidade é bastante questionável. Em alguns bairros, de acordo com relatório da empresa, esse nível está em 7 e 8. É o caso de regiões como Horto, Engenho Novo, Encantado e Pilares. A Cedae, no entanto, diz que está tomando todas as providências para que a água fornecida para todos os bairros do Rio de Janeiro, região metropolitana e Baixada Fluminense voltem ao padrão normal.

Lembrando que, no início de 2020, o Estado voltou a viver com a crise da geosmina — alga que se prolifera com rejeitos industriais e material orgânico. A água ficou com cheiro e gosto de terra. Em alguns bairros, a coloração marrom também foi registrada. Uma crise dessa natureza aconteceu no início de 2020. A Cedae vai ser parcialmente concedida no final de abril. Há, pelo menos, 15 empresas nacionais ou estrangeiras no ativo, que tem valor minimo de outorga de R$ 10,6 bilhões.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga