Um acordo fechado entre os líderes da Câmara dos Deputados adiou a votação do projeto sobre a autonomia do Banco Central para quarta-feira, 10. Segundo o trato, além do mérito da proposta, serão votados dois requerimentos e cinco emendas. Inicialmente, o projeto estava previsto para ser votado nesta terça, 9. Caso seja aprovado, como é a expectativa do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), o projeto irá para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dentre as mudanças previstas, está o estabelecimento de mandatos fixos para diretores e a retirada do status de ministro do presidente da autarquia.

A aprovação do texto já havia sido encaminhado pelo relator do texto, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), em reunião nesta segunda-feira, 8, com Campos Neto, o presidente da Câmara, Arthur Lira e com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “O projeto de autonomia é garantia de estabilidade monetária para o povo brasileiro”, afirmou o ministro, que continuou: “Nós estamos muito esperançosos que a Câmara, sob o comando de Arthur Lira, consiga aprovar o projeto de autonomia. Nós estamos bastante confiantes, bastante esperançosos”. Na sua fala, o superministro de Jair Bolsonaro também declarou que o mais importante é manter a “harmonia entre poderes independentes” e lembrou que a autonomia do BC estava prevista desde a criação da autarquia.