Benedita Ferreira da Silva, de 77 anos, foi a primeira quilombola a ser vacinada contra a Covid-19. “Muita gente está com medo de tomar essa vacina. Eu não tenho medo, não.” A vacinação aconteceu no Quilombo Ivaporunduva, em Eldorado, no interior do Estado de São Paulo, neste fim de semana. Em cerimônia que marcou o início da imunização, o governador João Doria, falou sobre o significado do momento para o país. “São os primeiros quilombolas vacinados no Brasil. Isso é muito importante porque é uma representação significativa. O PNI excluiu os quilombolas. Não vou entrar no mérito, mas vou dizer que, em São Paulo, estamos vacinando os quilombolas.”

Apesar disso, o grupo chegou a ser retirado da fase prioritária de vacinação do Estado. Na data, a gestão Doria disse que estava seguindo decisão do Ministério da Saúde. Pouco depois, no entanto, São Paulo recuou e determinou que a população quilombola voltasse a fazer parte do grupo prioritário. Neste sábado, o governador também afirmou que espera que novos insumos para a produção da CoronaVac no Instituto Butantan cheguem ao Brasil ainda nesta semana. “E agora vamos aguardar a chegada de mais insumos, essa é a nossa expectativa, para produção de mais vacinas. Sempre, cada lote, precisa da autorização da Anvisa para seu envase.” O governo de São Paulo já recebeu 11,8 milhões de doses da CoronaVac. A promessa é que, até o mês de abril, 46 milhões de doses da CoronaVac estejam em solo brasileiro.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini