Após uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a realização dos estudos clínicos da fase 3 do desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 em brasileiros deixou de ser obrigatória. O novo protocolo foi anunciado pela agência nesta quarta-feira, 3, em coletiva de imprensa e visa simplificar o processo de aprovação do uso emergencial de vacinas no Brasil. Além da mudança em relação aos testes, a Anvisa agora terá um prazo de até 30 dias para analisar os pedidos feitos de acordo com as novas regras. As mudanças devem permitir que outras vacinas passem a ser utilizadas no Brasil. Atualmente, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac, e a vacina da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca estão aprovadas e sendo utilizadas na população brasileira.

Durante coletiva, o gerente de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou que, na ausência dos testes, outros critérios deverão ser atendidos. São eles o acompanhamento dos participantes para avaliação de eficácia, a garantia de acesso aos dados e demonstração de estudos pré-clínicos conduzidos de acordo com diretrizes nacionais e internacionais. Caso os estudos de fase 3 tenham sido concluídos fora do Brasil, as empresas que desejam registrar suas vacinas, estabelecendo que as farmacêuticas se comprometam com o desenvolvimento dos imunizantes em todos os aspectos e solicitar o registro sanitário.