Após o governo de São Paulo sinalizar intenção de adiar a aplicação da segunda dose da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica Sinovac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirmou nesta quarta-feira, 27, que a orientação é que a bula do composto seja seguida à risca. Ou seja, a segunda dose do imunizante deve ser aplicada 28 dias após a primeira etapa da imunização, enquanto o composto da AstraZeneca deve ter novamente aplicado em até quatro meses da primeira vacinação.

Além de alertar para a importância de seguir as orientações, a Anvisa também sinalizou para a aplicação correta da CoronaVac. Em comunicado publicado nesta quarta-feira, 27, o órgão regulador afirmou que a objetivo do alerta é “prevenir a ocorrência de eventuais erros”. A agência lembra que a dose deve ser de 0,5 ml e reforça que, as primeiras seis milhões de doses da vacina aprovadas para uso emergencial o dia 17 de janeiro foram “importadas diretamente da China em sua embalagem final, contendo uma única dose de 0,5 ml cada (frasco monodose)”. No entanto, no dia 22, a agência autorizou o segundo pedido para uso emergencial, sendo, neste caso, para “lote de vacinas envasadas pelo Instituto Butantan em frasco-ampola multidose, contendo 10 doses em cada unidade”. Por isso, o órgão reforçou o alerta da dosagem correta. A agência também lembrou que o imunizante deve ser completamente usado em até oito horas após a abertura do frasco multidose, que deve ser mantido em temperatura de 2 a 8º C, e reforçou que possíveis reações adversas deverão ser notificadas até como forma de melhorar o sistema de controle das vacinas.

Também nesta quarta-feira, a Anvisa e a Vigilância Sanitária do Distrito Federal visitaram as instalações da fábrica da União Química. O objetivo, segundo a agência, foi avaliar as atividades realizadas no local diante de informações de que a empresa já estaria fabricando insumo da vacina Sputnik V. Depois da visita técnica, a Anvisa informou que a produção se destina somente aos lotes de insumos como parte do processo de transferência de tecnologia. Não existindo, dessa forma, a fabricação da vacina, já que o laboratório ainda precisa encaminhar documentos para que a agência reguladora analise o pedido de testes no Brasil, etapa indispensável para a concessão dos registros.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin