A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu aplicar uma multa de R$ 3,6 milhões na distribuidora de energia Linhass de Macapá Transmissora de Energia (LMTE). O motivo da punição foi o apagão que gerou a crise energética no Estado do Amapá em novembro de 2020. Na ocasião, 14 cidades, incluindo a capital Macapá, ficaram dias sem energia e tiveram que racionar eletricidade por algumas semanas. O episódio só foi completamente resolvido 22 dias depois. Segundo a Aneel a multa aplicada na LMTE “representa 3,54% do valor da Receita Operacional Líquida (ROL) da Concessionária”. Além disso, percentualmente, esta foi a maior multa aplicada pela agência. Por fim, a Aneel informa que a empresa poderá recorrer da decisão em um prazo de até 10 dias a partir do “recebimento do auto de infração”.

O fornecimento de energia foi comprometido no dia 3 de novembro de 2020, quando houve o primeiro blecaute. O problema fez com que os amapaenses corressem para postos de combustíveis e mercados, o que levou à falta de produtos. As eleições municipais também foram adiadas, acontecendo apenas em dezembro. Um rodízio foi implantado para que todos pudessem ter eletricidade durante algumas horas. Depois do primeiro blecaute, houve ainda dois apagões. Um no dia 17 de novembro e outro dois meses depois, em 15 de janeiro.