Levantamento mostra que a dificuldade de abastecimento reflete na capacidade de atendimento das empresas: quase metade diz ter alguma dificuldade no atendimento da demanda. Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (11) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que 67,1% das indústrias fluminense enfrentaram, em novembro, dificuldade para aquisição de insumos e matérias-primas.
Na comparação com setembro, aumentou em 2,3 pontos percentuais (p.p.) o percentual de empresas que relataram dificuldade. Considerando apenas as empresas que apontaram muita dificuldade de abastecimento, o aumento foi de 6,1 p.p. no período.
Ao todo, 67,1% da indústrias fluminenses enfrentaram dificuldade de abastecimento em novembro.
Economia/G1
Segundo a Firjan, a dificuldade em adquirir insumos e matérias-primas se reflete diretamente na capacidade de atendimento da demanda pelas empresas. Em novembro, quase metade (44,3%) das indústrias do Rio de Janeiro relataram alguma dificuldade para atender os clientes – um aumento de 7,3 p.p. na comparação com o mês anterior.
“Vale destacar também a parcela das empresas que responderam que grande parte da demanda não está sendo atendida, que agora chega a 11,0%, ante 8,7% em outubro”, enfatizou a Firjan.
Pesquisa da Firjan mostra que, em novembro, 44,3% das indústrias tiveram dificuldade para atender os clientes.
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Baixo otimismo
Ainda de acordo com a Firjan, o empresário fluminense não está muito otimista quanto à normalização da oferta de insumos e matérias-primas no curto prazo.
Segundo o levantamento, mais da metade dos empresários ouvidos (50,7%) em novembro disseram que a oferta de insumos e matérias-primas nacionais se normalizará somente a partir do segundo trimestre de 2021. Em outubro, esse percentual era de 31,7%.
Já para 16,2% dos empresários, a normalização da oferta deverá acontecer somente a partir do segundo semestre de 2021.
O levantamento faz parte da Sondagem Industrial, uma pesquisa de opinião empresarial realizada pela Firjan com o objetivo identificar as situações passadas e expectativas futuras da indústria.
A Sondagem é realizada mensalmente desde setembro de 2010 pela entidade em parceria com Confederação Nacional da Indústria (CNI). No levantamento de novembro, foram entrevistados 315 empresários.
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