Expectativa é que OMC e sustentabilidade ganhem mais importância após a eleição do democrata. Especialistas comentam os efeitos da vitória de Biden para o agro Brasileiro
O agronegócio brasileiro está de olho nos Estados Unidos, especialmente após a vitória de Joe Biden, de acordo com projeção da mídia americana. A eleição do democrata pode mudar o cenário do comércio internacional, avaliam especialistas.
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A política no governo Trump é marcada por muitos conflitos, um deles com a China, maior importadora de alimentos do mundo.
A briga com os chineses fez com que eles comprassem mais dos produtores brasileiros em vez dos americanos. Só no primeiro semestre deste ano, a China comprou 40% de tudo que o agro brasileiro exportou.
Para o economista Roberto Dumas, mesmo que Biden mude o tom, a tensão entre chineses e americanos deve continuar no próximo governo.
Para José Roberto Mendonça de Barros, a chegada do democrata à Casa Branca pode ser positiva para destravar discussões, como as que ocorrem na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde algumas demandas do agronegócio brasileiro estão sendo debatidas.
Política ambiental
Outra grande mudança para o Brasil deve estar na política ambiental dos Estados Unidos. Donald Trump retirou o país do chamado Acordo do Clima de Paris, que prevê medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.
Joe Biden já declarou que colocará o país de volta ao tratado internacional, e, durante a campanha, o candidato eleito chegou a criticar o aumento do desmatamento no Brasil e disse que pode aplicar sanções comerciais ao país.
Mas também sinalizou uma ajuda financeira para ajudar a preservar a floresta, na ordem de US$ 20 bilhões.
“É preciso fazer a lição de casa, precisamos acabar com o desmatamento, não faz sentido no Brasil mais, segundo é ampliar nossas práticas de conservação do solo”, diz Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas, plataforma que monitora o desmatamento no país.
“O Brasil não pode ficar em uma situação em que escolhe lado, em que as preocupações ambientais seriam ameaças ao Brasil, elas não são”, completa Azevedo.
Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima.
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