Plataforma diz que prática fere termos de serviço do aplicativo. O WhatsApp anunciou nesta sexta-feira (13) que entrou com ações contra as empresas VB Marketing e Autland por envio de mensagens em massa, o que, segundo a plataforma, não é permito pelos termos de serviço do aplicativo.
TSE recebe mil denúncias sobre disparo em massa em um mês; WhatsApp exclui 256 contas
Disparos em massa se aproveitam de bancos de dados e informações públicas em redes sociais; entenda
Segundo o WhatsApp, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que as empresas estão proibidas de “desenvolver, distribuir, promover, operar, vender e ofertar serviços de envio de mensagens em massa pelo WhatsApp” em um prazo de 24 horas.
Caso a decisão não seja cumprida, há multa diária de R$ 50 mil. O G1 entrou em contato com as empresas VB Marketing e Autland.
A VB não respondeu. A Autland afirmou que “não existe ação alguma de qualquer empresa contra a Autland”.
WhatsApp nas eleições
A atuação jurídica do WhatsApp contra empresas de disparo de mensagens em massa faz parte da estratégia da empresa durante o período eleitoral. Veja algumas ações:
mensagens frequentemente encaminhadas possuem um ícone de lupa, que leva a uma busca no Google;
chatbot (software automatizado de respostas) em parceria com o TSE tira dúvidas sobre a votação. O eleitor deve adicionar o número: +55 61 9637-1078 na lista de contatos ou acessar o serviço pelo link: wa.me/556196371078;
stickers/figurinhas sobre a temática eleitoral para utilização no aplicativo;
mensagens enviadas em massa e utilização de robôs para automatizar disparos são proibidos no aplicativo (há um formulário para realizar denúncias de disparos em massa).
Além disso, o WhatsApp afirma que tem restringido o compartilhamento de conteúdos. Desde abril, quando limitou o encaminhamento de mensagens, a plataforma diz que houve redução de 70% no número de mensagens frequentemente encaminhadas pelo aplicativo.
Esta reportagem está em atualização.