Receita líquida da holding caiu 17% com redução na base de alunos e do tíquete médio do ensino presencial da Kroton. A companhia educacional Cogna, holding da Kroton, encerrou o terceiro trimestre de 2020 com prejuízo de R$ 1,29 bilhão. O resultado foi diretamente afetado por baixas contábeis que somaram R$ 831,1 milhões nas divisões Saber e “outros”. No mesmo trimestre de 2019, a Cogna teve lucro de R$ 20,4 milhões.
A receita líquida da companhia caiu 17,1% para R$ 1,25 bilhão, devido à redução na base de alunos e do tíquete médio do ensino presencial da Kroton. Fora isso, diz a administração da Cogna em relatório, houve queda na base de alunos e reconhecimento de R$ 8 milhões em descontos de pontualidade na divisão Saber, além de descontos compulsórios estabelecidos por ações judiciais e dos impactos relacionados ao isolamento social.
Cresce a evasão e inadimplência no Ensino Superior particular por causa da pandemia
Esses efeitos, segundo a empresa de educação, foram parcialmente compensados pelo crescimento da base de alunos do ensino digital da Kroton, pelo desempenho da unidade Platos e pelo reconhecimento das vendas ao Plano Nacional de Livro Didático (PNLD), na divisão “outros”.
As despesas com vendas cresceram 12,5%, com o aumento da inadimplência e a piora “significativa” nos pagamentos em atraso na Kroton, “somada a postura mais reativa da companhia em encerrar contratos de alunos com histórico de inadimplência e baixa probabilidade de vencimentos”, conforme o relatório da administração.
“Decidimos ser mais rígidos na renegociação de veteranos em situação de inadimplência e baixa probabilidade de pagamento, ainda que isso tenha resultado em um aumento na evasão da graduação presencial”, afirma a empresa no documento.
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização foi negativo em R$ 610 milhões. Um ano antes, era positivo em R$ 511,5 milhões.