Lucro líquido recorrente da bolsa de valores brasileira de julho a setembro somou R$ 1,14 bilhão. Fachada do prédio da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo
Rahel Patrasso/Reuters
A B3 teve forte alta do lucro no terceiro trimestre, refletindo volumes robustos no mercado de capitais, à medida que investidores pessoa física seguiram buscando alternativas para fugir do juro básico em mínimas recordes no país.
A única operadora de infraestrutura de mercado financeiro do país anunciou nesta quinta-feira (12) que seu lucro líquido recorrente de julho a setembro somou R$ 1,14 bilhão, alta de 34,4% ante mesma etapa de 2019. O resultado veio praticamente em linha com a previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de R$ 1,12 bilhão.
“Desde o começo do ano, a base de investidores de varejo cresceu 84% e atingiu 3,1 milhões de contas em setembro, crescimento expressivo que contribuiu com a manutenção dos elevados volumes negociados nas nossas plataformas”, afirmou a B3 no relatório.
Mesmo com crise, entrada de empresas na bolsa este ano já é mais do dobro da registrada em 2019
A receita líquida total no trimestre alcançou R$ 2,29 bilhões, alta de 49,6% em um ano, impulsionada sobretudo pelo salto de 67,7% no volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista de ações.
Além disso, a B3 teve um aumento de 33,4% nas receitas com listagens, diante das 13 estreias de empresas (IPOs) no período, além de 12 ofertas subsequentes.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente da companhia no trimestre totalizou R$ 1,666 bilhão, aumento ano a ano de 50,1%, e pouco acima da previsão de analistas, de R$ 1,56 bilhão.
A última linha do resultado ainda foi favorecida pela queda de 4,3% das despesas, a R$ 648,5 milhões, diante de uma baixa de 92% nas provisões, recorrentes ou não.
A companhia ainda revisou a previsão de para 2020 para dívida bruta/Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, de até 1,5 vez para até 1,2 vez.