Ministro da Economia participou de evento do setor supermercadista. Ele também avaliou que a economia está retomando nível de atividade, e defendeu taxar lucros e dividendos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a citar, o imposto sobre transações financeiras, para desonerar a folha de pagamentos, e também afirmou que, se houver uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil, a manutenção do pagamento do auxílio emergencial será adotada. “Se houver uma segunda onda, não é uma possibilidade, é uma certeza”, disse.
Em evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nesta quinta-feira (12), Guedes afirmou que a equipe econômica não quer criar impostos, mas sim promover uma “substituição tributária”, ou seja, acabar com alguns tributos, mas adotar outros.
“Não queremos criar impostos, queremos desonerar a folha de pagamentos (…) Quando falamos em desonerar a folha, precisamos encontrar uma foram de financiamento. E falamos na contribuição sobre transação, principalmente as digitais que são as que mais crescem no país. Foi nesse sentido que consideramos essa tributação, mas sempre na perspectiva que não há aumento de impostos”, declarou.
O ministro tem adotado um comportamento errático nas declarações sobre o imposto sobre transações financeiras. No fim de outubro, durante audiência pública no Congresso Nacional, ele defendeu a criação do imposto digital, apelidado por ele, na ocasião, de “digitax”. Em seguida, no mesmo evento, declarou que o imposto estava “morto”.
Nesta quinta-feira, no evento do setor supermercadista, reafirmou, pouco antes das eleições municipais, com o primeiro turno marcado para este fim de semana, que a “politica é que dá o ‘timing’ das reformas”. E acrescentou que “não haverá aumento de imposto para quem paga imposto”.
“Mas quem nunca pagou, vai aumentar. Imposto sobre dividendo vai subir sim, para quem estava isento antes. Se tributarmos as transações, quem não pagava vai começar a pagar. Essas considerações estão sendo feitas. Agora é um momento politico”, disse.
Auxílio emergencial
Questionado sobre a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial em 2021, o ministro da Economia declarou que esse não é o “plano A” do governo, que prevê o fim do benefício em dezembro, mas deixou a porta aberta para sua manutenção no ano que vem no caso de uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus atingir o Brasil.
“Existe possibilidade de haver prorrogação do auxílio? Se houver uma segunda onda, não é uma possibilidade, é uma certeza. Vamos ter de reagir, mas não é o plano A”, declarou Guedes.