O Reino Unido se tornou o primeiro país da Europa a superar a marca de 50 mil mortes causadas pelo Covid-19. O país registrou na quarta-feira (11) 595 casos fatais da doença em apenas 24 horas — mais de 20 mil novas infecções foram confirmadas. Os números são impressionantes, mas não refletem as tragédias individuais causadas pela pandemia e também não dão a dimensão do problema que colocou o país em um modo de sobrevivência, por assim dizer, desde março passado. O primeiro-ministro Boris Johnson comentou que, apesar do cenário sombrio, o país está vivendo um novo momento da pandemia.

De certa maneira, os britânicos acreditam estar um pouco melhor preparados que no início do ano e a expectativa pela campanha de vacinação em massa, que já possivelmente começará no mês que vem também trouxe algum alento. Mas é importante entender que embora seja um problema nacional, mesmo em um país desenvolvido como esse, a tragédia é desigual. Comunidades menos afluentes e minorias étnicas, sobretudo asiáticos e negros, morreram mais. Idosos foram, de longe, as maiores vítimas até aqui — nove entre cada dez mortes causadas pela Covid-19 foram de pessoas com mais de 65 anos.

Enquanto isso, na Europa continental, a situação também segue cada vez mais preocupante. A Grécia, um dos países que até aqui estava entre os menos atingidos, também ampliou seu toque de recolher — que agora vai das 21h às 5h. A Suécia, que também está passando por um aumento de casos, planeja restringir a venda de álcool. A Espanha, por sua vez, vai passar a exigir teste negativo de Covid-19 para quem chegar ao país a partir do dia 23 vindo de áreas de risco. E, na Itália, mais uma marca simbólica e sombria foi superada: o país ultrapassou um milhão de casos de coronavírus até agora. Mesmo com a expectativa por uma vacina para a doença muito em breve, a pandemia ainda será um problema grave na Europa por bastante tempo.