Dieese estima em até R$ 215 bilhões a injeção de recursos ao longo do ano, valor similar ao de 2019; aposentados e pensionistas do INSS já receberam os pagamentos. O pagamento do 13º salário pode injetar R$ 215 bilhões na economia brasileira até dezembro deste ano, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Esse valor é pouco superior ao estimado em 2019, de R$ 214,6 bilhões, em termos nominais (sem considerar a inflação). E pode ficar ainda menor: isso porque a redução de jornada de trabalho e a suspensão de contratos de trabalho, autorizados pelo governo desde abril, pode reduzir o valor do 13º recebido pelos trabalhadores afetados.
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Dados do Ministério da Economia apontam que, até esta quarta-feira, cerca de 19,5 milhões de acordos individuais e coletivos haviam sido assinados para redução de jornada ou suspensão de contrato, atingindo cerca de 9,8 milhões de trabalhadores (o número de acordos é maior que o de trabalhadores pois inclui também as extensões).
Segundo o Dieese, no entanto, os dados disponíveis “não permitem a incorporação precisa de tais impactos no cálculo do 13º”. Dessa forma, o valor total pode ficar abaixo dos R$ 215 bilhões estimados.
Além disso, parte desses recursos já foi injetada na economia: para cerca de 30,8 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, as duas parcelas do chamado abono natalino foram pagas entre abril e junho.
Os números não incluem trabalhadores autônomos e informais, que podem receber algum tipo de abono no final do ano.
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Estimativas
Segundo o Dieese, cerca de 80 milhões de brasileiros devem receber o 13º ao longo do ano, com valor médio de R$ 2.458. Entre os beneficiários, cerca de 60% do total, ou 48 milhões, são trabalhadores do mercado formal – incluindo 1,4 milhão de empregados domésticos com carteira assinada.
Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) somam 30,8 milhões, ou 38,4% do total. Além desses, aproximadamente 1 milhão de pessoas (ou 1,3% do total) são aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio).
“Há ainda um grupo formado por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado”, aponta o Dieese.
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