Na terça-feira, o Ibovespa subiu 1,50%, a 105.066 pontos. Painel da B3 – Bovespa
Nelson Almeida/ AFP
A bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em queda nesta quarta-feira (11), após seis altas consecutivas.
Às 10h02, o Ibovespa tinha queda de 0,05%, a 105.013 pontos. Veja mais cotações
Na terça-feira, a bolsa teve alta de 1,50%, a 105.066 pontos – o maior patamar de fechamento desde 29 de julho deste ano (105.605 pontos). Na parcial do mês, o Ibovespa passou a acumular alta de 11,83%. No ano, no entanto, ainda tem queda de 9,15%.
Depois da euforia, mercados financeiros na Ásia e Europa tem dia sem oscilações
Cenário externo e local
No exterior, o bom humor permanecia nos mercados depois da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e de notícias de avanços em vacinas para a Covid-19, apesar das preocupações em relação aos danos econômicos do aumento das infecções por coronavírus em diversos países.
“A eleição nos Estados Unidos, as negociações sobre um novo estímulo europeu e o desenvolvimento de vacinas definitivamente ajudaram os operadores a ficar mais confiantes, mas o mercado está começando a se acomodar e a ver se surgirão novos riscos de curto prazo”, disse Keith Temperton, operador da Forte Securities.
Nos EUA, os mercados estão fechados em razão do feriado do Dia do Veterano.
Na agenda local, o mercado avalia os dados sobre o desempenho do comércio, divulgados mais cedo pelo IBGE, e que apontaram alta pelo quinto mês em setembro – mas uma desaceleração frente o resultado dos meses anteriores.
Permanecem ainda as preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.
O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar em 2020 ante o real.
Na terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo está “determinado” a avançar nos programas de ajuste fiscal e que tem “trabalhado duro” pela aprovação de reformas estruturais, acrescentando que o teto de gastos será mantido e os estímulos fiscais, reduzidos.
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Variação do Ibovespa em 2020
Economia G1
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