Na segunda-feira (9), moeda dos EUA chegou a recuar a R$ 5,22, mas fechou em queda de 0,08%, cotada a R$ 5,3877. Notas de dólar
Gary Cameron/Reuters
O dólar opera em queda nesta terça-feira (10), negociado ao redor de R$ 5,35, refletindo a manutenção do otimismo global depois da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e de notícias de sucesso em uma vacina para a Covid-19 da Pfizer.
Às 9h37, a moeda norte-americana caía 0,25%, cotada a R$ 5,3745. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,3535. Veja mais cotações.
Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 0,08%, cotada a R$ 5,3877. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,2247. Na parcial de novembro, passou a acumular 1ueda de 6,10%. No ano, ainda tem alta de 34,36%.
Nesta terça-feira, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021, destaca a Reuters.
Vacina da Pfizer contra o novo coronavírus apresenta eficácia preliminar de 90%
Cenário externo e interno
No exterior, o bom humor permanecia nos mercados, embora preocupações sobre risco de um segundo lockdown em mais países e profundidade dos danos econômicos provocados pela pandemia limitassem os ganhos.
Um maior otimismo vem dominando os mercados desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas.
O anúncio da véspera da Pfizer, informando que sua vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19, segundo dados iniciais do estudo da fase 3, também animou investidores.
Na agenda de indicadores, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 2,67% na primeira prévia de novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas, pressionado principalmente pelos preços no atacado. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 19,45% para 23,79%.
No cenário local, permanecem preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.
O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar no ano ante o real.
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G1
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