Os principais índices europeus estenderam os ganhos observados na véspera; o índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em alta de 0,90%, aos 384,42 pontos. Operadores observam painel da bolsa alemã, em Frankfurt
Reuters
Os principais índices europeus estenderam os ganhos observados na véspera e fecharam a sessão desta terça-feira (10) em alta. A notícia de que a vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, obteve resultados melhores do que o esperado em estudos segue dando força a ativos considerados cíclicos nos mercados globais.
O índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em alta de 0,90%, aos 384,42 pontos.
Em Frankfurt, o DAX teve ganhos de 0,51%, a 13.163,11 pontos.
Em Londres, o FTSE registrou alta de 1,79%, a 6.296,85 pontos.
Em Paris, o CAC 40 avançou 1,55%, a 5.418,97 pontos.
Em Milão e Madri, as referências subiram 0,49% e 3,38%, respectivamente.
As companhias Pfizer e BioNTech anunciaram ontem que a sua candidata a vacina de Covid-19 teve resultados melhores do que o esperado nos testes. A vacina está demonstrando eficácia de mais de 90%, e as companhias esperam obter uma autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos ainda neste mês.
Na esteira do anúncio, setores como viagens, transporte, bancos e hospitalidade — duramente atingidos pelo impacto econômico da pandemia do novo coronavírus — tiveram uma forte recuperação. Por outro lado, papéis que se beneficiaram das medidas de isolamento social e trabalho à distância adotadas durante a pandemia têm sido penalizados.
O setor bancário liderou os ganhos diários do Stoxx 600 hoje, em alta expressiva de 4,22%. Os bancos espanhóis Caixabank, Bankia e Santander foram os destaques da sessão, com ganhos de 10,05%, 9,60% e 9%, respectivamente, contribuindo para a alta forte do Ibex 35 nesta terça-feira.
“Isso significa que, apesar de todo o otimismo que vimos na recuperação de ontem em ações de viagens, lazer, pubs, restaurantes e outras hospitalidades, precisamos ver evidências de que o comportamento do consumidor também começará a mudar”, disse Michael Hewson, analista-chefe de mercados da CMC Markets. “A capacidade geral em todos esses setores provavelmente será muito menor do que antes da pandemia.”
Analistas alertam ainda para o elevado nível de incertezas nos mercados, já que a pressão econômica da pandemia continua, e algumas das maiores economias da Europa, como Alemanha, Reino Unido e França, permanecem sob medidas de restrição.
Hoje, as expectativas econômicas na Alemanha despencaram em novembro pelo segundo mês consecutivo, indicando uma desaceleração da recuperação econômica no país, disse o instituto de pesquisa Zew.
O índice de sentimento econômico, que mede as expectativas dos agentes, caiu para 39,0 em novembro, de 56,1 em outubro, segundo o instituto. O resultado ficou próximo da previsão de 40,0 pontos de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”.
“Os dados ZEW de hoje ampliaram a queda nas expectativas do pico em setembro. Temos esperança de que o índice se recupere no final do quarto trimestre, mas os mercados, agora, estão à mercê das manchetes das vacinas e, uma vez que consideramos a incerteza sobre o momento, a distribuição e os efeitos colaterais, elas podem não ser tão animadoras quanto as notícias de ontem, pelo menos não no curto prazo”, afirmou o economista-chefe de zona do euro da Pantheon Macroeconomics, Claus Vistensen.
Em Londres, as ações da Cineworld, operadora de cinemas fechados dos dois lados do Atlântico, subiram 18,13%, e a fabricante de motores Rolls-Royce avançou 7%.
As petrolíferas também deram força aos índices europeus, com o setor avançando 3,81% na sessão. Os papéis da BP tiveram ganhos de 5,11% e da Royal Dutch Shell avançaram, 4,49%.