Porém, no ano, as vendas a outros países acumulam crescimento de 9% em volume, com uma movimentação de 1,65 milhão de toneladas e saldo de US$ 6,8 bilhões. Mato Grosso pode voltar a exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos
Ministério da Agricultura/Divulgação
As exportações de carne bovina do Brasil recuaram 4% em outubro em relação a igual período do ano passado, totalizando 189.575 toneladas se considerados os produtos in natura e processados, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (9).
As receitas com os embarques da proteína também diminuíram na comparação anual, somando 790 milhões de dólares no período, queda de 8%, acrescentou a Abrafrigo, citando dados compilados junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No acumulado do ano até outubro, porém, as exportações ainda registram crescimento de 9% em volumes e de 16% em receitas ante igual período de 2019, com movimentações de 1,65 milhão de toneladas e saldo de 6,8 bilhões de dólares, disse a entidade.
“A China, através de suas importações pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong continua alavancando este crescimento”, afirmou em nota a Abrafrigo, que contabilizou vendas de 948.168 toneladas para o país asiático nos dez meses do ano, alta de 51,6% no ano a ano, sendo 109 mil toneladas em outubro.
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Entre os quatro maiores compradores da carne bovina brasileira, no entanto, apenas os volumes enviados à China avançaram no acumulado do ano, informou a Abrafrigo –as vendas ao Egito, segundo principal cliente, recuaram 27,4%, bem como as exportações para Chile (-25,6%) e Rússia (-16%), que aparecem na sequência da lista.
“No total, no acumulado até outubro, 82 países aumentaram suas compras enquanto outros 82 reduziram suas aquisições”, frisou a entidade.
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