O principal evento de moda do país, a São Paulo Fashion Week, comemorou 25 anos em uma edição totalmente digital. Foram cinco dias de evento, com 33 apresentações. O formato segue a tendência das outras semanas de moda do mundo, que tiveram de se adaptar às regras de segurança sanitária necessárias para conter a pandemia de coronavírus. A novidade ficou por conta das projeções das apresentações em edifícios de diversos pontos da cidade. A maior parte dos desfiles abandonou a tradicional passarela e tomou forma de pequenos filmes. Mas a pandemia fez mais do que transformar um dos eventos mais movimentados em exibições remotas.

Os estilistas refletiram sobre o momento e as mudanças pelas quais o mundo passa. A marca Another Place refletiu sobre a falta do toque humano, enquanto Isabela Capeto mostrou o processo de criação e a coleção tomando forma na sala da própria casa. O estilista Lucas Leão levou a ideia do digital além: apresentou a coleção em um vídeo 3D e disponibilizou um filtro de Instagram que permite que os usuários provem as peças virtualmente. A Apartamento 03 apresentou as peças sem alguns acabamentos, como estavam quando a produção parou, em março. Esta foi também a primeira edição em que a organização do evento exigiu que 50% dos modelos contratados por cada marca fossem negros, afrodescentes ou indígenas. De acordo com dados levantados pela reportagem da Jovem Pan, apenas duas não cumpriram o combinado: ALG e Amir Slama. As assessorias de imprensa das marcas foram procuradas, mas ainda não tinham respondido os questionamentos até a noite deste domingo,08.

*Com informações da repórter Nanny Cox