Segundo sindicato, profissionais que aderirem serão desligados ainda neste ano e terão direito ao equivalente a 9,5 salários. Agência da Caixa no Centro de Boa Vista
Suzanne Oliveira/G1 RR
A Caixa Econômica Federal abriu nesta segunda-feira (9) um novo programa de demissão voluntária (PDV) para 7,2 mil empregados, confirmou o banco, após anúncio pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).
A entidade afirmou que o período para adesão ao programa vai até 20 de novembro. Quem aceitar, será desligado ainda neste ano e terá direito ao equivalente a 9,5 salários.
Em nota, a Caixa informou que podem aderir ao PDV “os empregados que atendam aos requisitos do programa e que já se planejaram para a aposentadoria ou desligamento”.
De acordo com o banco, a ação atende a um pleito dos próprios empregados da empresa e se dará por adesão individual.
Para o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, a medida tende a prejudicar o atendimento do banco, que é o principal veículo do governo federal para pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais.
“A falta de trabalhadores agrava não só a jornada diária dos bancários como também pode comprometer a qualidade da assistência à sociedade”, afirmou.
A Caixa, que chegou a ter 101 mil empregados em 2014, conta atualmente com cerca de 84 mil funcionários.
Takemoto disse que o empregado é que deve analisar se este é o melhor momento para se aposentar, e que não deve haver pressão do banco para adesão ao programa de demissão voluntária.
Em fevereiro, pouco antes da pandemia, Caixa afirmou que preparava uma reformulação profunda de sua estrutura administrativa, que incluiria um PDV, a criação de centenas de superintendências menores e fechamento de agências.