Nesta segunda-feira, o Ibovespa avançou 2,57%, a 103.515 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em forte alta nesta segunda-feira (9), acompanhando as bolsas internacionais, em dia forte otimismo nos mercados globais depois da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais americanas e após análise preliminar apontar que a vacina da Pfizer contra Covid-19 é mais de 90% eficaz.
O Ibovespa subiu 2,57%, a 103.515 pontos. Na máxima do dia, chegou a 105.147 pontos, subindo mais de 4%. Veja mais cotações. É o maior patamar de fechamento desde 6 de agosto (104.125 pontos).
Já o dólar fechou estável, cotado a R$ 5,3877.
Na sexta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,17%, a 100.925 pontos. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 10,18%. No acumulado do ano, no entanto, tem queda de 10,49%.
Mercados têm dia de euforia após vitória de Biden e após Pfizer dizer que tem vacina eficaz
Vacina da parceria Pfeizer/BioNTech apresenta 90% de eficácia
Cenário externo e local
As bolsas da Europa e os índices de Wall Street dispararam nesta segunda-feira depois de a Pfizer ter anunciado que a sua vacina experimental COVID-19 era mais de 90% eficaz. A empresa disse que até o momento não encontrou nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que espera pedir autorização para uso emergencial da vacina nos EUA neste mês.
“Isto é muito importante (notícia) porque valida a visão do mercado de que a economia e os resultados podem voltar aquele caminho de crescimento que tinham antes da crise (COVID-19) ter ocorrido”, disse Andrea Cicione, chefe de estratégia da TS Lombard de Londres.
A euforia nos mercados era sustentada também pelo resultado das eleições presidenciais americanas. Biden foi declarado vencedor no sábado, após uma dura campanha eleitoral e prometeu que trabalhará para unificar um país profundamente dividido, mesmo com o presidente Donald Trump se recusando a aceitar a derrota.
O democrata disse que convocará uma força-tarefa sobre coronavírus nesta segunda-feira para examinar o problema número 1 que enfrentará quando assumir o cargo em janeiro.
O otimismo vem dominando as bolsas desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas.
No Brasil, na agenda de indicadores domésticos, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 3,02% para 3,20% em 2020. Já a projeção para tombo do PIB no ano foi revisada de 4,81% para 4,80%. O mercado segue prevendo estabilidade na Selic em 2% ano até o fim de 2020 e taxa de câmbio de R$ 5,45 no final do ano.
Passada a eleição dos Estados Unidos, os investidores se voltam agora aos problemas domésticos brasileiros, como a eleição municipal e a necessidade de discutir medidas de ajuste nas contas públicas. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.
Variação do Ibovespa em 2020
Economia G1
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