O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, classificou nesta sexta-feira, 6, uma possível volta do voto impresso como “retrocesso”. Ele falou sobre assunto em um fórum sobre democracia e liberdade na cidade de Vitória, no Espirito Santo. Na ocasião, ele comparou o retrocesso comprar hoje um vídeo cassete. Ainda assim, o ministro disse que que se incomoda com o custo das urnas eletrônicas e lembrou que o país conta com 500 mil equipamentos que custam cerca de R$ 700 milhões. Além disso, a cada dois anos, em período eleitoral, pelo menos 100 mil urnas precisam ser trocadas.

Ele ainda falou sobre tecnologia e convidou eleitores a usarem o aplicativo E-título, modelo eletrônico do título de eleitor convencional, para a votação no dia 15 de novembro. “Nós estimulamos as pessoas a baixarem o e-titulo inclusive porque a justiça eleitoral pode se comunicar com eleitores e por intermédio do E-título você fica sabendo a sua seção eleitoral. Se for possível nós vamos dar até informações sobre o nível de congestionamento para as pessoas escolherem o melhor horário para votarem”, afirmou o ministro. Ele participou como observador convidado nas eleições dos EUA, onde o voto é impresso, mas não comparou o sistema eleitoral dos dois países, se limitando apenas a opinar que o Brasil tem necessidade de mudar para voto distrital misto com urgência. Em votações do tipo, o país mistura votos proporcionais e majoritários.

*Com informações do repórter Fernando Martins