Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, 6, uma mutação do novo coronavírus foi detectada em 214 pessoas na Dinamarca. A descoberta foi feita pelo Statens Serum Institut, centro de referência para doenças infecciosas no país. O órgão afirmou que essas variações “mostram uma sensibilidade reduzida aos anticorpos de várias pessoas com infecções anteriores”, o que pode significar que “uma futura vacina será menos eficaz”.

Ciente dessas novas descobertas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, também nesta sexta, que considera ser cedo para avaliar as consequências de uma variação do novo coronavírus por “não haver evidência de impacto na propagação do patógeno ou na gravidade da infecção”. Os especialistas do órgão indicam que as mutações de um vírus são normais e que o próprio Sars-CoV-2 sofreu várias desde que começou a se propagar pelo mundo no fim de 2019.

Cinco mutações do coronavírus já tinham sido detectadas anteriormente na Dinamarca, só que em visons, pequenos mamíferos semelhantes a doninhas que são criados em fazendas para fabricação de casacos de pele. A Dinamarca chegou a anunciar, nesta quarta, que sacrificaria 17 milhões desses animais justamente para evitar que novas versões do Sars-CoV-2 prejudiquem a eficácia das vacinas que estão sendo desenvolvidas atualmente.

No entanto, o Statens Serum Institut apontou que “a infecção entre as fazendas de visons está aumentando em número e extensão geográfica, sem que as medidas preventivas tenham funcionado”. O instituto também alertou que a mutação do coronavírus não foi encontrada apenas em pessoas que trabalham em fazendas de visons, mas na população de uma maneira geral.

*Com informações da EFE