Às 11h de Brasília desta sexta-feira (6), Joe Biden superou Donald Trump em quantidade de votos na Pensilvânia, que representa 20 pontos no Colégio Eleitoral. Com 98% das cédulas apuradas, o estado contabiliza 49,5% de votos favoráveis ao democrata, contra 49,4% ao republicano. A diferença entre eles é, portanto, de 5 594 votos. Ao longo da madrugada, Biden ultrapassou o presidente na Geórgia, que tem 16 delegados, por apenas 1 097 votos. A apuração também continua em andamento no Alasca, no Arizona, na Carolina do Norte e em Nevada.

Segundo a agência de notícias The Associated Press, que já projeta a vitória do democrata no Arizona, Biden possui 264 dos 270 delegados necessários para ganhar a eleição nos Estados Unidos. Esses exatos seis pontos restantes podem ser adquiridos através de Nevada, onde o democrata lidera desde ontem. No momento, 49,4% das cédulas apuradas no estado são favoráveis a ele, que possui 11 438 votos a mais que Trump. Caso se concretizem, as conquistas democratas na Pensilvânia e na Geórgia só elevariam o “placar” a 306, tonando assim inegável a sua vantagem sobre o presidente.

A virada de Biden nesses estados se deve em parte à recente contabilização dos votos pelo correio, que tendem a favorecer o partido democrata. Ainda não se sabe se o mesmo pode acontecer na Carolina do Norte, onde Trump lidera com uma diferença de 76 701 votos, equivalente a 1,4 ponto percentual. O republicano também está ganhando com boa margem no Alasca, onde foi o escolhido por 62,1% dos eleitores. No entanto, a vitória nesses dois estados representaria um total de 18 pontos no Colégio Eleitoral, quantidade insuficiente para consolidar sua reeleição, já que o presidente está atualmente com 214 delegados. Acompanhe a apuração ao vivo aqui.

Reação de Trump

Diante dos avanços de Joe Biden, Donald Trump utilizou o seu discurso de quinta-feira (5) para fazer acusações sem precedentes de fraude eleitoral por todos os Estados Unidos. “Se contarmos os votos legais, ganhamos facilmente. Se contarmos os ilegais, vão tentar nos roubar”, afirmou. O republicano entende como “ilegais” os votos que foram enviados pelo correio, que estão favorecendo os democratas nas últimas horas.

Sem apresentar provas, o presidente insinuou que os seus adversários estão controlando esse sistema, utilizado nas eleições norte-americanas desde a década de 1990. Ele também acusou a Filadélfia, capital da Pensilvânia, de ser “um dos lugares mais corruptos do país”. Paralelamente, a campanha de Trump tem aberto processos judiciais contra alguns estados pedindo a interrupção da apuração, o monitoramento da contagem das cédulas e a desconsideração dos votos enviados pelo correio que chegaram depois de 3 de novembro, o dia oficial das eleições. Os principais líderes do partido republicano não tem demonstrado apoio às acusações do presidente.