O governador de São Paulo, João Doria, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 5, que o Estado de São Paulo abrirá um escritório nos Estados Unidos caso o candidato democrata Joe Biden seja eleito presidente do país. “Se houver a vitória de Joe Biden nos Estados Unidos, o governo do Estado de São Paulo vai abrir um escritório na América no ano que vem, é uma informação em primeira mão”, disse o governador, após anunciar para o mês de junho de 2020 a abertura de um escritório comercial do estado em Munique, na Alemanha. Até o momento, São Paulo tem dois escritórios internacionais no mundo: um em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e outro em Xangai, na China.

Doria não deu detalhes sobre como a abertura de um escritório comercial do estado nos EUA ocorreria, mas falou sobre as diferentes expectativas para São Paulo, Brasil e América Latina caso o democrata seja eleito presidente. “Evidentemente vamos aguardar o resultado das eleições, mas antecipo que, se eleito for, Joe Biden terá uma outra visão em relação ao continente latino-americano. De forma mais integradora, ao meu ver”, disse. Para Doria, um dos pontos importantes da possível eleição de Biden é que “os Estados Unidos da América são um parceiro importante, é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, o segundo maior parceiro comercial do estado de São Paulo. Poderemos com a confirmação da eleição de Joe Biden como presidente dos EUA fortalecer ainda mais essa relação e ao mesmo tempo retirar esse estigma de contrariedade em relação à China”, afirmou.

O sentimento de contrariedade em relação à China foi um dos motivos de trocas de farpas entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas. Após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sinalizar a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com tecnologia chinesa no estado de São Paulo, o governador João Doria elogiou o esforço do presidente pelo “bem coletivo” nas redes sociais, o que gerou críticas de apoiadores. Após as críticas, o presidente voltou atrás e garantiu em entrevista exclusiva à Jovem Pan que não incluiria as vacinas chinesas no calendário de imunização brasileiro mesmo que elas fossem aprovadas pela Anvisa.