No segundo dia da visita da comitiva de embaixadores à Amazônia, liderada pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, o grupo vai ao município de Iranduba, no Amazonas. Eles também vão participar de uma ação da Marinha para conhecer o patrulhamento dos rios da região. A viagem está sendo realizada depois que alguns países europeus questionaram o governo federal sobre a política ambiental do Brasil para a preservação da floresta.  Na visita desta quarta-feira, 04, Mourão, ministros e os diplomatas sobrevoaram parte da BR-163, na divisa entre o Pará e o Amazonas para verem áreas de desmatamento e queimadas. No entanto, segundo ambientalistas, o roteiro não percorreu as áreas mais devastadas. Em entrevista coletiva, Hamilton Mourão explicou que a ideia não é negar a devastação, mas mostrar aos embaixadores a real situação da região.

Além dos embaixadores e do vice-presidente estão na comitiva os ministros Ricardo Salles, Tereza Cristina e o ministro do gabinete de segurança institucional, Augusto Heleno. Na visita desta quarta, Heleno minimizou as queimadas na Amazônia, classificou o problema como ” fogueirinha” e afirmou que se a questão estivesse realmente grave “a fumaça chegaria a Londres ou Paris”. “Passamos por cima e ressaltamos que tem algumas áreas de queimada, mas isso é totalmente deturpado, porque é colocado fora de contexto, que é uma coisa majestosa, e fica virando uma fogueirinha ali. Isso é ruim pra gente”, afirmou. De acordo com dados do Inpe,  o estado já tem mais de 15 mil focos de incêndio, sendo que em outubro foi registrado um novo recorde de queimadas.

*Com informações da repórter Camila Yunes