Desempregados e mortos doaram R$ 21 milhões para candidatos nas campanhas municipais de 2020. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou indícios de irregularidades na casa de R$ 35 milhões em conjunto com a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Entre os casos identificados estão os de 5.300 desempregados que repassaram valores a candidatos. Outros 1.145 doadores possuem renda incompatível, segundo os dados analisados, com os valores doados, que somam cerca de R$10 milhões. O núcleo de inteligência localizou 1.100 fornecedores que receberam R$ 1,9 milhão em serviços, mas não possuem registro ativo na junta comercial ou Receita Federal. O Tribunal, com dados do Ministério da Cidadania, também identificou 863 beneficiários do Bolsa Família que repassaram R$370 mil a candidatos e 827 fornecedores cujos sócios ou representantes recebem o auxílio. E ainda 416 fornecedores com relação de parentesco com o candidato. Agora, o trabalho será analisado pelos juízes eleitorais e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para a condução das investigações.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos