Deputados votaram na manhã desta quarta-feira, 4, pela derrubada do veto imposto pelo presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha salarial de alguns setores da economia brasileira. Ao todo, 430 votos a favor e 33 votos contrários à derrubada, imposta no mês de julho, foram computados. Uma abstenção foi registrada. O único partido a orientar os deputados a votarem contra a derrubada foi o Novo. O líder Novo na Câmara, deputado Paulo Ganime, afirmou que os integrantes também têm intenção de manter empregos e são contra aumento de impostos, mas considerou o benefício de apenas alguns setores como algo injusto.

“Aqui a gente está falando de uma distorção no mercado. Uma distorção que protege 17 setores e deixa todo o resto do setor produtivo à mercê. É o resto do setor produtivo que vai pagar essa conta”, pontuou, afirmando que a geração de empregos proposta pela medida não é comprovada e “custa muito aos cofres públicos”. Ao relembrar que o voto da legenda seria favorável ao veto de Jair Bolsonaro, o parlamentar pontuou que o partido não entende a política pública da desoneração de apenas alguns setores como efetiva e que batalhará pela desoneração de folha de todos o setores.

O veto ao dispositivo que prorrogava a desoneração de folhas salariais de 17 setores da economia até 2021 foi derrubado pelo presidente Jair Bolsonaro no mês de julho. Entre os setores atingidos estão a área de call center, comunicação, TI, transportes e construção civil. Com a derrubada do veto, as empresas podem até 2021 optar por colaborar com a Previdência Social em valores que variam de 1% a 4,5%, sobre a receita bruta, e não 20% sobre a folha de pagamento, como antigamente. Agora, a análise deve seguir para votação no Senado às 16h.