O prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos), afirmou em live na noite de segunda-feira, 2, que “as mortes previstas pelos especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)” não aconteceram. A transmissão ao vivo marcou a primeira vez que Crivella apareceu em campanha ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O prefeito afirmou que “graças as medidas que tomamos e equipamentos que compramos” a cidade não chegou a porcentagem de 3% de mortes por Covid-19 calculada pela Fiocruz. O republicano também afirmou que apresentará nesta terça-feira, 3, medidas para a retomada econômica da capital do Rio.

“Lembrando a vocês que, Graças a Deus, com as medidas que tomamos e equipamentos que compramos aqui no Rio de Janeiro, não tivemos as mortes previstas pelos especialistas da Fiocruz, que diziam que podiam chegar a 3% de mortes, ou seja, 200 mil pessoas das 6,7 milhões de pessoas que temos no Rio. Graças a Deus, as mortes ficaram em torno de 10 mil pessoas”, justificou o prefeito. A capital do Rio de Janeiro registrou 12.140 óbitos por coronavírus. “Choro por cada alma que partiu, por cada família de luto. Mas é quase 20 vezes menos do que previam os especialistas”, disse. “Agora precisamos retomar a economia, já que as curvas todas, há meses, estão descendentes”, completou Crivella.

Apoio de Bolsonaro

A peça publicitária com a participação do presidente Jair Bolsonaro começará a ser veiculada na campanha televisiva de Crivella. Em sua fala, o presidente demostra seu apoio à reeleição do republicano e agradece pela ajuda com “os médicos, militares, aqui no Senado, um tempo atrás”. Bolsonaro também aproveitou para criticar a Rede Globo de forma indireta ao citar “os ataques injustificáveis” que Crivella recebeu por parte de uma “grande emissora de televisão”. O presidente comparou sua trajetória com a do atual prefeito e afirmou “somos um país de conservadores que amam a família”. Ele também disse que seu “maior interesse” é ter Crivella como prefeito do Rio por mais quatro anos. O chefe do Executivo criticou os países da América do Sul que estão sendo “pintados de vermelho”. Em resposta, o prefeito agradeceu: “Com esse pedido, (a campanha) se enobrece, se engrandece e se dignifica”. “O presidente da República me chama ao dever, me dá uma missão e eu vou cumprir, presidente”, promete. Antes do início das campanhas para a eleição municipal deste ano, Bolsonaro afirmou diversas vezes que não se envolveria ou explicitaria seu apoio aos candidatos.