A operação para prender novamente o megatraficante do Primeiro Comando da Capital (PCC) André do Rap vai custar em torno de R$ 5 milhões para a Polícia Federal. Esse valor foi o estipulado pelo governo federal para os custos dos próximos três meses. Caso o criminosos não seja encontrado neste período, a conta vai ficar cada vez mais cara. A informação foi confirmada por um investigador da Polícia Federal à Jovem Pan. Esse orçamento envolve todos os custos operacionais, diligências e deslocamentos de agentes da Polícia Federal, além dos custos extras de trabalhos conjuntos com polícias de outros países, como Paraguai e Bolívia.

A conta também vai sair cara para a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na semana passada que a força-tarefa para tentar recapturar o traficante representará um custo de R$ 2 milhões a cada 120 dias para o estado. Milhares de policiais civis de São Paulo e Santa Catarina estão empenhados nas buscas pelo criminoso, junto à Polícia Federal. A impressão dos investigadores da Polícia Federal é que André do Rap adotará a mesma estratégia de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, braço direito do Marcola, apontado como chefe máximo do PCC. Fuminho ficou 21 anos foragido das autoridades e foi encontrado em um hotel de luxo em Maputo, capital de Moçambique, na África. André do Rap é considerado o chefe do PCC na Baixada Santista, responsável por enviar toneladas de droga para a máfia italiana ‘Ndanghretta. Ele ficou foragido cinco anos antes de ser preso em 2019.

*Com informações do repórter Leonardo Martins