Uma família recebeu duas vezes a notícia da morte de sua filha. O caso aconteceu em Michigan, nos Estados Unidos. De acordo com o The New York Times, a jovem Timesha Beauchamp, 20, que sofria de paralisia cerebral foi dada como morta pelo Corpo de Bombeiros de Southfield no último dia 23 de agosto quando a mãe ligou para o 911 relatando problemas da filha para respirar. Quatro paramédicos prestaram socorro e tentaram reanimá-la por trinta minutos. Sem respostas, eles ligaram para um médico do departamento de emergência que atestou o óbito por telefone.

Na funerária ‘Casa de Funerais James H. Cole’, um funcionário que iria preparar o corpo percebeu que Timesha ainda respirava e estava com os olhos abertos. Neste momento ela foi enviada ao Hospital Infantil de Michigan, em Detroit, recebeu um respirador e lutou pela vida até o último domingo, 18, quando faleceu. “É realmente uma tragédia terrível que nunca deveria ter ocorrido e é o pesadelo de algumas pessoas”, disse Geoffrey Fieger, o advogado da família. Segundo ele, a situação piorou com o fato de Beauchamp ser deficiente. “Aconteceu com alguém que não conseguia falar por si mesma”.

Fieger disse que Beauchamp morreu como resultado de “dano cerebral por hipóxia”, que ocorre quando o cérebro é privado de oxigênio. “Ela foi privada de oxigênio por quatro horas antes de chegar ao hospital”, acrescentou. Em um comunicado, a família disse que estava “devastada”. “Esta é a segunda vez que nossa amada Timesha foi declarada morta”, disse a família, “mas desta vez ela não vai voltar”.