A defesa do senador Chico Rodrigues, encontrado com mais de R$ 30 mil escondidos na cueca durante ação da Polícia Federal em operação que investiga desvios de recursos contra novo coronavírus em Roraima, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o dinheiro achado com ele era voltado ao pagamento dos próprios funcionários. Segundo posicionamento assinado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, o parlamentar está ‘sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro’.

“O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador”, afirma trecho da nota, que pontua, ainda, que os recursos destinados para tratar a Covid-19 em Roraima continuam nas contas do governo “de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos”. Os advogados também consideraram a reação de esconder o dinheiro nas roupas íntimas como impensada diante de algo considerado por eles como terrorismo policial.

“Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”, afirma a defesa. Após ocorrido, um pedido do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou que senado decidisse por afastamento de Chico Rodrigues do poder. O caso seguirá para plenário do STF.