O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, prevê que o Estado precisa de, pelo menos, 160 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 — mais do que foi acertado até o momento com a Sinovac Biotech. “Por isso não estamos falando que precisamos de vacina, mas de vacinas. Até o fim de fevereiro, São Paulo deve ter 61 milhões de doses da CoronaVac. Isso deve se estender para 100 milhões até maio. Mas, considerando que são duas doses, o número de pessoas imunizadas cai pela metade. Na vacinação contra a gripe, foram 80 milhões de pessoas imunizadas. Então precisamos de, pelo menos 160 milhões de doses”, explicou. Porém, ele reforçou que, independente da imunização, ela precisa ser avaliada do ponto de vista técnico e chancelada pela Anvisa.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Jean Gorinchteyn disse que as tratativas feitas com o Ministério da Saúde consolidam uma relação de longa data e que é sólida, de acordos comerciais com outras vacinas. “Essas tratativas com o ministro Eduardo Pazuello são técnicas, assim como as com a Anvisa. Não haverá influência política. Quanto mais vacinas tiver, maior a condição de salvarmos vidas”, explicou. Ele afirmou que, na próxima semana, membros do governo estadual devem ir a Brasília para falar sobre a aquisição de doses para todos os brasileiros de forma gratuita.

De acordo com o secretário de Saúde de São Paulo, a CoronaVac já estava sendo avaliada desde 2002 contra a Sars-CoV-1, por isso as fases estão em processo avançado. “Com o decréscimo do vírus na época, ela foi deixada de lado. Quando veio a Covid-19, a Sinovac retomou os estudos. Os de fase 1 e 2 avaliam a segurança e a produção de anticorpos neutralizantes. Até agora ela mostrou uma eficácia muito boa, chegando próximo de 98%.” A fase 3, que está sendo feita no Brasil, busca comprovar a eficácia dela. “Nenhuma vacina vai ser dada para algum cidadão se não tiver segurança e eficácia comprovada. Essa chancela é da Anvisa“, completou. A CoronaVac está dentro do cronograma estimado pelo governo de São Paulo, que pretende começar a vacinar os profissionais da saúde já em dezembro. Ela não passou por nenhuma interrupção e, na próxima semana, já vai começar a ter os estudos da última fase abertos e avaliados.