O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil está sendo “muito bem visto lá fora” em relação às medidas econômicas adotadas para enfrentar a pandemia. Ele afirmou que a avaliação ocorre após encontro com os ministros da Fazenda das 20 principais economias do mundo. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 14, durante um seminário do Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP. Segundo Guedes, ao ser atingido pela crise sanitária, o Brasil deu uma resposta “fulminante”. Na ocasião, o ministro voltou a defender a criação de um imposto sobre transações digitais. Segundo ele, atualmente, os bancos já cobram uma espécie de CPMF dos clientes. “O [cliente] pequenininho, que paga a escola da criança, que paga o dentista fazendo transferência bancária, o banco cobra 2%, 1%, 3%, dez vezes mais do que o imposto que estamos considerando pelo tráfego digital”, afirma.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também participou do evento. Ele disse que o debate sobre a reforma administrativa começará nas próximas semanas e espera aprovar o texto no início do ano que vem. “O governo acertou ao separar o enfrentamento em relação aos antigos e novos funcionários. É um enfrentamento que poderia gerar conflito jurídico, que nos atrasaria ou inviabilizaria o avanço”, disse Maia. Segundo o deputado, para evitar “risco jurídico”, é prioridade aprovar a PEC emergencial que trata da regulamentação dos gatilhos que devem ser acionados no caso de descumprimento do teto de gastos.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni