O governo do presidente Jair Bolsonaro oficializou, há pouco, a saída do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) da vice-liderança do governo Senado. Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), o parlamentar foi flagrado com R$ 30 mil dentro da cueca. A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União, “a pedido” do senador. “Nos termos do art. 66-A do Regimento Interno dessa Casa do Congresso Nacional, em atenção ao pedido do Senhor Senador Francisco de Assis Rodrigues, solicito providências para a sua dispensa da função de Vice-Líder do Governo no Senado Federal”, diz a publicação assinada pelo presidente da República.

A saída de Chico Rodrigues da vice-liderança era aguardada por integrantes do governo. Mais cedo, um líder governista disse à Jovem Pan que a repercussão do caso tornou insustentável a permanência do senador no cargo. “Pegou muito mal”, resumiu. A operação que atingiu o senador ocorreu no mesmo dia em que Bolsonaro afirmou que daria “uma voadora no pescoço” de quem cometesse corrupção em seu governo. “Se acontecer alguma coisa, a gente bota para correr, dá uma voadora no pescoço dele. Mas não acredito que haja no meu governo”, disse a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. O presidente da República também citou uma declaração dada no dia 7 de outubro, na qual afirmou que acabou com a Operação Lava Jato porque não havia mais corrupção em seu governo. “Acabou a Lava Jato, pessoal? A PF está lá em Roraima hoje. Para mim, não tem. No meu governo não tem, porque botamos gente lá comprometida com a honestidade, com o futuro do Brasil”, afirmou.