Nesta quinta-feira (15), o presidente do Quirguistão, Sooronbay Jeenbekov, apresentou a sua renúncia ao cargo. Em seu discurso, ele afirmou que sua decisão tem como objetivo tirar o país da crise política e institucional que se instalou desde o último dia 4. Nessa data, aconteceram eleições parlamentares em que os partidos favoráveis a Jeenbekov foram vencedores. Os partidos que não conseguiram votos suficientes para eleger seus representantes convocaram então manifestações, alegando que as eleições haviam sido fraudadas.

A Comissão Eleitoral Central do Quirguistão anulou o resultado o dia seguinte, mas o anúncio não foi suficiente para interromper os protestos, que exigiam o impeachment do presidente. Devido ao conflito nas ruas, uma pessoa foi morta e outras milhares foram feridas. No poder desde novembro de 2017, Jeenbekov já havia anunciado que estava disposto a renunciar caso os deputados aprovassem a formação de um novo governo e se houvesse pacificação dos protestos na capital Biskek.

Em declaração, Jeenbekov afirmou: “eu não me apego ao poder, não quero que a história se lembre de mim como o presidente que derramou sangue e atirou nos cidadãos. Por isso, tomei a decisão de renunciar”. Agora, segundo a Constituição do Quirguistão, quem assume o governo é o presidente do Parlamento, Kanat Isaev. Ele deve ficar no poder de maneira interina até que realizam novas eleições em um prazo de até três meses.

*Com informações da EFE