O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta quinta-feira, 15, durante um ato de campanha na Carolina do Norte, que ficaria “muito envergonhado” se perdesse as eleições de 3 de novembro para o democrata Joe Biden. Trump, que iniciou nesta quinta-feira, na cidade de Greenville, uma turnê de atos eleitorais de três dias, durante a qual passará por seis estados-chave, reconheceu que sente muita “pressão” para ganhar, em um momento em que as pesquisas de intenção de voto dão a Biden uma vantagem de cerca de 10 pontos percentuais em âmbito nacional.

“Como é possível perder para um cara como esse?”, questionou Trump durante o comício em Greenville, após descrever seu rival como o “pior candidato” à presidência da história do país. “Se eu perder, vou sofrer uma pressão muito maior. Eu gostaria que ele fosse bom, assim a pressão seria menor”, acrescentou o republicano, que, ansioso para encontrar seus eleitores após se recuperar da Covid-19, participará, até o próximo sábado, de outros eventos na Flórida e em Georgia, Nevada, Michigan e Wisconsin.

Nesta terça-feira, 13, durante um ato na Pensilvânia, Trump também ironizou a ideia de perder para Biden, e prometeu que “nunca mais” pisaria naquele estado novamente se isso acontecesse. Segundo o jornal “The New York Times”, o presidente também teve conversas privadas com alguns de seus aliados, nas quais teria confessado que tem medo de perder, principalmente para Biden, que é um candidato que ele não respeita.

Pesquisas

De acordo com as pesquisas, as perspectivas para o republicano são ruins, já que ele aparece atrás de Biden nos três estados que lhe deram a vitória em 2016 — Pensilvânia, Michigan e Wisconsin –, e empatou com o democrata em outros territórios que ele havia conquistado facilmente quatro anos atrás, como Ohio e Arizona. Mesmo assim, o chefe de Estado minimizou nesta quinta-feira as pesquisas que mostram que está em segundo lugar, e afirmou que leva vantagem “em todos os lugares onde as pessoas são inteligentes”. O segundo debate entre Trump e Biden estava programado para esta quinta-feira, mas acabou sendo cancelado depois que o presidente se recusou a participar de forma virtual, condição imposta pelos organizadores depois que o mandatário foi diagnosticado com Covid-19.

* Com EFE