Infecções foram importadas da Itália, Estados Unidos e Irã. Estado tem três novos casos confirmados neste domingo (8) e registra ainda 176 casos suspeitos e 258 descartados.

O Ministério da Saúde afirmou neste domingo (8) que três novos casos do novo coronavírus foram confirmados em São Paulo, totalizando 16 casos no estado. Destes, 15 moram na capital paulista e um em Santana do Parnaíba. Ao todo, o país registra 24 casos confirmados da doença e 664 suspeitos e 632 descartados, segundo o ministério.

O estado registra ainda 176 casos suspeitos e 258 descartados.

Os três novos casos estão estáveis e em isolamento domiciliar. Os três novos casos têm histórico de viagem à Itália, Japão e um se infectou a partir de contato com pessoa com COVID-19. Um dos pacientes é um caso assintomático, mas foi confirmado pelo Ministério da Saúde por apresentar elementos como resultado positivo do exame, infecção provável na Itália e possibilidade de estar em período de incubação do vírus.

No último balanço, divulgado no sábado (7), São Paulo tinha 13 casos confirmados e 184 suspeitas da doença. O estado registrou também os primeiros dois casos de transmissão local no país.

Transmissão local

Na quinta-feira (5), foram confirmados os dois primeiros casos de transmissão local em São Paulo. De acordo com o infectologista David Uip, que coordena comitê de contingenciamento estadual, uma das pessoas contaminadas é irmã do primeiro paciente e a outra, a sobrinha.

“O caso número um tem a sua irmã e a filha da irmã, portanto a sobrinha, positivas e sintomáticas. Então provavelmente se contaminaram naquele almoço, e por apresentarem sintomas fizeram os exames que nós acabamos de saber que são positivas”, afirma.

Ainda segundo Uip, o estado de saúde das duas “é muito bom”. “Sem problemas. Estão em casa”, completou.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, ressaltou que a confirmação de transmissão local, mas que isso não significa que ocorra transmissão sustentada. Atualmente, só há “transmissão comunitária” em países como China, Coreia do Sul e Itália.

“Nós no Brasil não temos transmissão comunitária”, diz João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou na quinta-feira que todos os pacientes confirmados em São Paulo estão “estáveis, em isolamento domiciliar”.

Durante a coletiva do Ministério da Saúde, no entanto, as autoridades afirmaram que avaliaram não haver necessidade de isolamento para quarta paciente, que não apresentou sintomas. (Leia mais abaixo)

“A menina estava em isolamento, mas hoje nós entendemos que, considerando que os exames dela deram baixíssimo nível de vírus, de carga viral, não tem sentido ela ficar em isolamento. É vida normal, vida que segue”, disse Wanderson de Oliveira.

Entre os 6 casos confirmados de coronavírus na capital, uma paciente está assintomática
Yanne Cezário, ex-aluna da escola estadual Raul Brasil — Foto: Dayane Brandão Pereira/ Arquivo pessoal

Divergência no quarto caso confirmado

Na quinta-feira o Ministério da Saúde voltou atrás e decidiu classificar o caso da adolescente de São Paulo infectada pelo coronavírus como o quarto caso confirmado no país. Inicialmente, o Ministério havia dito que o caso da adolescente de 13 anos não era considerado como confirmado pois ela está assintomática e não preenchia a definição para Covid-19, o que incluiria febre associado a mais um sintoma respiratório, apesar da contraprova do Instituto Adolfo Lutz ter dado positiva. A mudança de classificação ocorreu após a reunião de especialistas em Brasília nesta manhã.

“Este é um dos pontos que a gente tem discutido e levantado um debate. Ela é um caso confirmado, sim, mas ela não é um caso suspeito, pois não teve no momento do atendimento nem febre, nem um sintoma respiratório”, disse o Secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, em entrevista à GloboNews.

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