O complexo Walt Disney World tem tantos hotéis que o próprio site oficial não dá o número exato: “mais de 25”. São 31 da própria companhia, além de outros que ela não administra, como os emblemáticos colossos Dolphin e Swan, projetados por Michael Graves e considerados um marco da chamada “arquitetura de entretenimento” dos Estados Unidos.

Os resorts da Disney são subdivididos em quatro grupos, dos mais simples, com diárias a partir de cerca de US$ 100, às vilas de luxo. A arquitetura deles é variadíssima, e tudo bem hospedar-se em um bangalô suspenso taitiano (no Polynesian) ou em uma cabana no estilo kraal africano (Kidani Village) bem no meio da Flórida. É a Disney, poxa. Desapegue um pouco de parâmetros de autenticidade. 

O Boardwalk Inn & Villas, por exemplo, celebra antigos parques de diversão, ao estilo Coney Island. É vintage e fofo. O Wilderness Lodge relembra a conquista do oeste americano e os grandes parques nacionais do país. É, ao mesmo tempo, aconchegante e imponente. Já o Yacht Club, como o nome diz, é pura sofisticação náutica.

São muitas opções, então o ideal é fuçar as características estéticas, a disponibilidade e a localização de cada um para se decidir, já que o serviço é o mesmo, padrão Disney. Quer algo caribenho? Tem. Nova Orleans? Também. Um hotel inspirado nos personagens da empresa? Óbvio que tem.

Na categoria vilas de luxo, a novidade de 2019 ficará por conta do Riviera Resort, inspirado na Europa. O hotel, previsto para inaugurar em 16 de dezembro, terá conexões com o Epcot e o Hollywood Studios pelo Skyliner, sistema de teleférico que estreou este ano.

Mas a grande expectativa mesmo é pelo hotel inspirado em Star Wars, que deverá ter ligação direta com Galaxy’s Edge, a enorme área da saga que abriu as portas no Hollywood Studios em agosto. Ainda sem previsão de inauguração, a pretensão da empresa com o resort é inaugurar uma nova forma de entretenimento. As divisas entre o que é parque e o que é hotel deverão ficar mais diluídas. Ao ampliar a imersão, desde as filas das atrações até o quarto dos hóspedes, a Disney quer que você fique no “modo Star Wars” sem parar.

Curioso é que há mais opções de vilas de luxo (12) do que de hotéis considerados econômicos (seis), o que dá uma amostra do tipo de hospedagem oferecida. De fato, ficar dentro da Disney em geral é mais caro do que nos hotéis de Orlando. Para compensar, há uma série de vantagens para curtir os parques, como transporte gratuito para o aeroporto ou para o terminal da Disney Cruise Line, caso a ideia seja fazer um cruzeiro Disney. 

Outro trunfo é a mãozinha (com luvas brancas) que a empresa dá para organizar a viagem. Você ganha até dois meses de antecedência para reservar shows, encontros com personagens e atrações no FastPass+ e pode planejar até 60 experiências por meio do My Disney Experience, de reservas de restaurante a assentos nos espetáculos mais concorridos, entre outros benefícios. 

Além disso, pode optar por “horas mágicas a mais”. É assim: além do After Hours, um ingresso que permite curtir os parques à noite no verão, tem o Extra Magical Hours, em que hóspedes do complexo podem entrar em determinado parque uma hora antes da abertura dos portões e sair duas horas após o fechamento (esse calendário é atualizado semanalmente). Isso é legal porque, óbvio, tudo fica mais vazio e também porque os parques ganham outros tons de cores, com o sol já baixando. 

Mais uma grande vantagem: dependendo de onde estiver hospedado, dá para ir e voltar a pé. O Disney Boardwalk, linda área que remete ao calçadão de Atlantic City e seu charme do século passado, fica a 300 metros do Epcot e a 700 metros do Hollywood Studios, por exemplo. Lá ficam dois dos melhores resorts, o Yacht Club e o Boardwalk Inn & Villas e dois dos melhores restaurantes: o Yachtsman está no Yacht Club e o Flying Fish fica do lado do Boardwalk. 

O My Disney Experience, aliás, é um grande aliado para organizar a viagem. Você concentra informações dos ingressos, do hotel (caso esteja hospedado dentro do complexo) e as fotos registradas pelas câmeras oficiais das atrações. Com quatro meses de antecedência já dá para começar a fazer a reservas.

Se, além de se hospedar na Disney, você contratar um guia VIP, prepare-se para ser mimado o tempo inteiro. Fui embora com a sensação de que tudo que existe dentro do complexo, todas as atrações e experiências, estão disponíveis em uma versão melhorada. Difícil é voltar à vida real depois.

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