As criptomoedas estão ganhando cada vez mais a confiança dos consumidores. Prova disso é o aumento no número de pagamentos feitos com bitcoins e outras moedas digitais, como Tether, Litecoin e Bitcoin Cash.

Entre janeiro e julho deste ano, a quantidade de dinheiro enviado para as 16 maiores plataformas que permitem o pagamento com criptomoedas, como a BitPay, cresceu 65% na comparação com o mesmo período de 2018.

Os dados são da Chainalysis – startup que fornece análises sobre a tecnologia blockchain para instituições públicas e privadas – e foram publicados na quarta-feira (6) no site da Bloomberg.

Esse aumento substancial no uso de criptoativos para pagamento, segundo o economista sênior da Chainalysis, Kim Grauer, contrasta com o registrado no ano passado, quando a startup descobriu que o comércio com bitcoins estava em declínio.

Vale destacar que só o bitcoin foi responsável por 89% de todas as transações realizadas nos setes meses analisados pela startup. O restante ficou a cargo de algumas stablecoins, como o Tether.

Parte desse crescimento no número de pagamentos deve ser creditado às próprias empresas que fornecem soluções de pagamento com criptomoedas.

A Intercontinental Exchange Inc, por exemplo, vai começar a testar seu aplicativo para pagamento com “criptos” na Starbucks, maior cadeia de cafeterias do mundo, a partir de 2020.

Já a BitPay, que afirmou à Bloomberg movimentar mais de US$ 1 bilhão por ano, vai adicionar à plataforma de pagamento um suporte a novas criptomoedas, como o Bitcoin Cash, Ether e o XRP.

Apesar do aumento significativo de pagamentos, as transações com criptomoedas ainda são baixas quando comparadas às “tradicionais”.

Segundo dados publicados na reportagem, enquanto os pagamentos com bitcoins e outras moedas giravam em torno de US$ 5,5 milhões por dia, em média, no mês de julho, a Starbucks registrava US$ 70 milhões em vendas diárias.

O pagamento com “criptos” seria afetado, ainda de acordo com a reportagem, por causa da demora na confirmação das transações feitas na rede bitcoin, que levaria cerca de uma hora, e pelo medo das pessoas em relação à volatilidade da moeda.

Para Diego Martins, presidente da ACCripto (Associação de Clientes de Corretoras, Usuários e Intermediários de Criptomoedas e Criptoativos), o pagamento com criptomoedas também vem crescendo Brasil.

Um dos indicativos, segundo ele, seria o aumento no número de empresas que oferecem soluções de pagamentos por meio de “criptos”, como a empresa Pague com Crypto, na qual ele é sócio.

Ainda de acordo com Martins, apesar de o pagamento com bitcoins estar aumentando no Brasil, a modalidade também é baixa quando comparada à forma tradicional.

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