Diversos manifestantes bloquearam algumas partes de Hong Kong pelo quarto dia consecutivo de protestos pró-democracia nesta quinta-feira (14). O novo ato acontece após o tabloide chinês “Global Times” informar no Twitter que o governo do território estava se preparando para anunciar um toque de recolher no próximo fim de semana, depois de uma série de manifestações violentas. A publicação, no entanto, foi apagada cerca de 30 minutos depois, porque, segundo o jornal, “não havia informação suficiente para sustentar a notícia exclusiva”.    A polícia de Hong Kong, por sua vez, negou a notícia e disse que a decisão de decretar um toque de recolher está nas mãos da governadora Carrie Lam e é “por esse motivo que os agentes não estão em posição de comentar”.    Segundo o porta-voz do governo, Tse Chin-chung, “a polícia é certamente capaz e resoluta no momento de assumir o controle da turbulência social. Qualquer nova medida pode nos ajudar a atingir a meta de restaurar a segurança e a ordem pública em Hong Kong”.    As autoridades emitiram um alerta aos manifestantes, acusados de terem “dado mais um passo para o terrorismo”, depois que incendiaram veículos e prédios. Os protestos em Hong Kong começaram em junho contra um projeto de lei, já retirado, para permitir a extradição de réus para a China continental, mas desde então se transformaram em atos mais amplos, com ativistas exigindo democracia e responsabilidade policial no território. A polêmica ganhou as redes sociais e as autoridades chinesas as usaram para tentar minar os manifestantes pró-democracia em Hong Kong, segundo a imprensa. Isso levou o Twitter, Facebook e YouTube a bloquearem as contas de usuários que espalham a narrativa da China sobre os protestos de Hong Kong.    Segundo o “Quartz”, só o Twitter já suspendeu dezenas de milhares de contas relacionadas à campanha de desinformação, enquanto que o YouTube fechou mais de 200 canais que publicaram material contra manifestantes. No entanto, o governo chinês encontrou uma nova frente em sua campanha de desinformação contra os manifestantes. A publicação informa que ativistas pró-governo descobriram uma maneira de invadir firewalls e enviar seus vídeos de propaganda para o “PornHub”, o maior site pornô do mundo. Em uma busca rápida feita pelo Quartz, foram localizados vários vídeos sobre os protestos na plataforma, incluindo produções nas quais os manifestantes são chamados de “terroristas”.

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