A presidente Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), enviou nesta quarta-feira (6/11) um manifesto ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, em que personalidades expressam “preocupação” com a “prisão injusta” do ex-presidente Lula. 

O texto é assinado por 14 profissionais de diferentes áreas. Entre eles estão o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim; o jurista Dalmo de Abreu Dallari; o cientista político Paulo Sergio Pinheiro; e o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda.

“Por entendermos que a prisão de Lula atinge o cerne da cidadania do Estado de direito e da verdadeira justiça no Brasil, apoiamos e divulgamos este documento que denuncia os abusos e ilegalidades de um processo cruel, conduzido com parcialidade e objetivos políticos”, afirma o documento.

Ainda segundo a carta, “Lula perdeu a liberdade e o Brasil desencontrou a paz”. “A sociedade brasileira foi envenenada pelo ódio político, inoculado nas redes sociais, na imprensa, nos templos, escolas e quartéis. Intolerância e desprezo se ergueram contra toda tentativa de duvidar da Lava Jato e seus métodos, de divergir do discurso dominante até mesmo nos meios acadêmicos.” 

A manifestação foi enviado um dia antes do STF retomar o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão de condenados após segunda instância. Caso o Supremo decida favoravelmente à tese do trânsito em julgado, Lula poderia ser beneficiado. 

Confira íntegra da carta: 

Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2019, 20h05

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