É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.

Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.

Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige técnicas e recursos específicos.

É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados. Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.

Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.

É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.

Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.

É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um fato ou notícia.

Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.

Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do entrevistado reproduzida entre aspas.

Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação é um dos vencedores do Desafio de Inovação da Google News Initiative (GNI) na América Latina. Primeiro programa de aceleração de projetos inovadores no jornalismo proposto pelo Google na região, o desafio recebeu mais de 300 inscrições de diversos países. O JC foi um dos 30 contemplados, com um projeto de automatização de checagem de notícias. Em parceria com pesquisadores da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e da startup Verific.AI, desenvolverá uma ferramenta que vai potencializar a capacidade do cidadão comum de checar a desinformação, as chamadas “notícias falsas”, nas eleições municipais de 2020.

O anúncio oficial dos vencedores ocorre na manhã desta segunda-feira (11), durante o Digital Media Latam 2019, evento organizado pela WAN-IFRA, no Rio de Janeiro. A proposta do JC foi selecionada em meio a projetos vão desde uma “refinaria de ideias” para transformar histórias jornalísticas em séries de plataformas digitais ao uso de inteligência artificial para a segmentação de conteúdo.

O Desafio de Inovação Google busca por modelos capazes de sustentar o jornalismo de qualidade do século 21, com produtos que tirem proveito das possibilidades que a internet proporciona. É uma “oportunidade para que jornalistas tenham um espaço para discutir a evolução dos modelos de negócios e a criação de produtos que façam sentido para a audiência”. Para a diretora de Conteúdos Digitais do SJCC, Maria Luiza Borges, estar entre os vencedores de um concurso realizado por um gigante digital como o Google mostra que estamos buscando inovar e valorizar a informação de qualidade. “Queremos combater as chamadas fake news e estimular que o cidadão comum faça ele mesmo a checagem da informação, antes de compartilhar.”

O projeto aprovado pelo Google será desenvolvido dentro das plataformas do SJCC ao longo de um ano, em parceria com acadêmicos da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a startup pernambucana Verific.AI. Com objetivo de permitir que pessoas comuns se juntem à batalha contra as chamadas “notícias falsas”, a ferramenta multiplataforma Confere.AI pretende acelerar a checagem de links e trechos de textos noticiosos. A solução irá funcionar por meio de aplicativos para os sistemas operacionais Android e IOS, assim como via website, e poderá ser utilizada por qualquer pessoa que deseje checar se uma notícia é verdadeira ou falsa. Para tanto, irá incorporar os conhecimentos de duas áreas: a comunicação e a ciência da computação. “O projeto terá uma forte base computacional, buscando aplicar técnicas de inteligência artificial para auxiliar no processo de análise dos conteúdos, através de análises de padrões e técnicas de aprendizagem, indicando com mais assertividade ao usuário se o texto ou link analisado possui indicações de ser ou não algo confiável”, explica o doutor em biotecnologia, professor da Unicap e um dos integrantes da equipe que desenvolverá o Confere.AI Anthony Lins.

O Confere.AI irá fornecer ao mercado de mídia novas soluções que minimizem os danos causados ??pela desinformação no consumo de notícias, para gerar um ambiente de maior credibilidade à audiência dentro do contexto das eleições municipais do próximo ano. “Considerando a velocidade com que a desinformação é compartilhada e o consequente impacto que isso pode gerar no debate público, acreditamos que conferir à audiência autonomia na investigação básica da credibilidade de uma informação pode ser um elemento inovador e capaz de gerar uma cultura de checagem”, afirma a mestre em Indústrias Criativas pela Unicap e fundadora da startup Verific.AI Alice de Souza.

O Confere.AI surgiu a partir de uma pesquisa desenvolvida no mestrado de Indústrias Criativas da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que aplicou técnicas de automatização de checagem de fatos para desenvolver uma ferramenta testada nas eleições presidenciais brasileiras de 2018. A investigação partiu das discussões sobre o impacto da desinformação subsequentes à eleição de Donald Trump, em 2016, nos Estados Unidos, e ao processo do Brexit, no Reino Unido.

Um protótipo de aplicativo capaz de checar links de notícias foi desenvolvido, disponibilizado na Google Play Store e avaliou links de notícias que foram enviados entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais do ano passado. Com o apoio do desafio da Google, o sistema será redesenhado e, com foco em um novo processo eleitoral, mas não somente com a capacidade de checar notícias sobre política.

“O Confere.AI preocupa-se com um dos temas mais caros ao jornalismo na atualidade. Tentar equilibrar a balança entre o jornalismo feito com responsabilidade e o ecossistema da desinformação é uma missão nobre e cada vez mais difícil, sobretudo por causa da velocidade com a qual as mentiras são espalhadas”, explica o doutor em design da informação, professor da Unicap e um dos integrantes da equipe que desenvolverá o Confere.AI Dario Brito.

Para Brito, fazer parte de um dos projetos vencedores desse desafio proposto pela Google para a América Latina só reforça a seriedade de um projeto que nasceu ainda na primeira turma do mestrado de Indústrias Criativas, iniciada em 2017. “Isso reforça a ideia que, mesmo com o pouco tempo de vida, nosso programa de pós-graduação demonstrou que pesquisas de qualidade podem sair dos nossos laboratórios e interessar empresas como a Google”, diz. O Brasil foi o país com mais vencedores no desafio da Google. A lista completa dos contemplados pode ser conferida no site da Google News Initiative.

O Desafio Google recebeu inscrições de toda a américa latina. Como explicou o coordenador Google News Lab no Brasil, Marco Tulio Pires, foram mais de 300 inscrições, vindas de todo o espectro jornalístico da região: de jornais centenários a nativos digitais recém-criados. Os 30 vencedores da edição de 2019 receberão cerca de R$ 16,5 milhões de reais para o financiamento dos projetos. O Brasil foi o país com o maior número de organizações contempladas: 12. 

Os participantes brasileiros vão inovar em diversas frentes. Uma delas é a utilização de dados e inteligência artificial para abrir novas fronteiras de conteúdo. AzMina, Jota, Congresso em Foco e Abraji vão usar dados abertos governamentais na construção de novos produtos, cada um com um enfoque diferente. Aos Fatos e Jornal do Commercio vão explorar, cada um, abordagens distintas para automatizar o processo de verificação de fatos. A Piauí vai desenvolver tecnologia para minerar seu acervo em busca das histórias com melhor chance de virar séries em plataformas digitais de vídeo.

Estadão e O Globo vão explorar novas formas de engajamento, na personalização de conteúdo e com a participação de jovens, como forma de aumentar suas bases de assinantes. O Grupo Bandeirantes vai desenvolver uma ferramenta para acelerar o fluxo de trabalho de vídeo em redações que lidam com esse tipo de conteúdo. 

Há também trabalhos colaborativos. Um grupo de 10 organizações (Agência Lupa, Agência Pública, Colabora, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, Nova Escola, O Eco, Ponte Jornalismo e Repórter Brasil) vai criar um novo produto jornalístico em vídeo para atender às gerações mais jovens. E a Associação Desenrola (Desenrola e Não me Enrola, Alma Preta, Historiorama, Preto Império e Periferia em Movimento) vai experimentar uma nova forma de mídia híbrida – online e offline – capaz de distribuir conteúdo e publicidade em ambientes de baixa tecnologia e com grande movimento de pessoas.

 

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