Obrigado pelos protestos a revogar aumento de combustíveis, Lenín Moreno tenta vingança. Líderes da oposição são presos. Invadido escritório do partido Revolução Democrática, de Rafael Correa. Atos incluem perseguição e agressões a jornalistas

Por Luiza Mançano, no Brasil de Fato

Em 14 de outubro, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a revogação do decreto 883, de 1º de outubro, que eliminava o subsídio estatal aos combustíveis, aumentando, desta forma, seus preços.

A decisão comunicada por Moreno em cadeia nacional refletia os acordos da Mesa de Diálogo estabelecida entre o governo equatoriano e a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), uma das principais organizações que lideraram a onda de protestos iniciada após o anúncio da medida.

Enquanto a anulação do decreto levava milhares de manifestantes novamente às ruas no dia 14 de outubro, desta vez para comemorar a decisão, fruto da mobilização popular, o governo colocava em ação uma nova etapa de perseguição política, já expressa em casos anteriores à mobilização do último período, como a prisão de Ola Bini, ativista digital sueco.

Ela também considera que o país vive uma “caça às bruxas” por parte do governo equatoriano e da justiça do país.

Durante os protestos, o presidente acusou o ex-mandatário Rafael Correa, de quem era vice e com quem rompeu logo após ser eleito, de estar tentando “um golpe de Estado” com apoio da Venezuela.

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