Cria do bairro de Pernambués, em Salvador, e formado pelo respeitado Bando de Teatro Olodum, o jovem ator Lucas Leto comemora o seu primeiro papel na TV com o complexo personagem Waguinho, na novela das 19 horas “Bom Sucesso”. A ida do teatro para a telas têm mostrado ao artista perspectivas antes não imaginadas e o contato com figuras veteranas tem lhe dado sensações nunca antes sentidas. “Desde que eu cheguei na preparação eu vi Antonio Fagundes do meu lado, Grazi Massafera sentada no chão, no mesmo plano, sem essa diferenciação. Eu fico muito grato, agradecido”, comentou. Waguinho, um jovem que enfrenta uma dependência química, é para ele um personagem em constante construção, mas numa visão positiva sobre o futuro da história, o próprio Lucas acredita que “no fundo ele precisa de uma oportunidade para mostrar a bondade dele” na trama. Para inspirar o papel, no entanto, Leto foi bastante cuidadoso e procurou não dar um aspecto pejorativo, já que na realidade ele sempre observou por entre as ruas de seu bairro aqueles que sofreram e ainda sofrem ao cair no mundo das drogas. O marco de fazer parte do elenco de uma novela da Rede Globo tem significado não só para ele como também para pessoas próximas. Inspiração para quem tem a mesma realidade da periferia que o ator viveu, Lucas acredita que é fundamental transmitir a mensagem de “fazer as pessoas acreditarem que elas podem chegar onde quiserem” e, assim, se tornarem pessoas bem sucedidas no que sonham em trabalhar.

‘Vocês querem nos matar’,

diz MC Carol em música que homenageia a vereadora Marielle Franco.

O cantor Luiz Caldas lançou o o álbum Carapanã, todo instrumental e dedicado ao chorinho. Prestes a iniciar as comemorações pelos seus 50 anos de carreira, ele faz da nova criação uma homenagem ao mestre do cavaquinho Waldir Azevedo que, assim como ele, começou na música aos sete anos de idade. O disco integra o projeto de lançamentos mensais que o artista realiza desde 2013 e que já soma 94 álbuns lançados nos mais diferentes estilos musicais.

 

“Waldir nasceu em 1923, na cidade do Rio de Janeiro, começou a tocar flauta transversal aos sete anos e, por coincidência, eu também iniciei minha vida musical com essa idade. Da flauta ele passou ao bandolim até chegar ao cavaquinho, instrumento que lhe deu fama mundial com composições maravilhosas, dentre elas, Brasileirinho da década de 1950”, relembra Luiz.

 

Na faixa Gaivota, o músico Ivan Sacerdote faz participação especial executando o clarinete. O pandeiro leva a assinatura de Márcio Brasil. Além da direção, produção e arranjos, Luiz Caldas tira as notas do violão, bandolim, violão 7 cordas e cavaquinho em Carapanã, que está disponível nas plataformas digitais e site do artista. 

 

Vale lembrar que no dia 1º de dezembro, o pai do Axé lança a festa Magia, que inicia as comemorações pelos seus 50 anos de carreira. O encontro será na Chácara Baluarte, Santo Antônio Além do Carmo, e começa com show de Moraes Moreira a partir das 17h. Vendas: Sympla

Tive a sorte grande de nascer em um berço multicultural imenso, onde a música sempre esteve presente além do teatro, poesia, literatura, cinema e artes plásticas! Mas a tal música é fogo e desempenha um capitulo especial na minha existência. Desde que me entendo por gente me relaciono com a música, do punk rock ao axé, produzindo bandas de pop-rock, pagode, axé, forró, e durante os anos nesta caminhada fiz eventos com todas elas e, por assim dizer, com todo tipo de abordagem musical permitida ao momento. Transitei pelo duplo sentido (Não fure Quinho não), pelo racista (Nêga do cabelo duro), homofóbico (Menino eu sou é “home”, como sou!), machista (Silvia piranhaaaa) ou a esculhambação mesmo (rala o pinto, rala a xeca). Penso que naquele tempo vivíamos num quadrante de pouca informação e valores diferentes que, graças a Deus e à internet, se dissiparam!

Sinceramente, se tem um termo que conceitua toda uma geração artística comercial de mediano poder de criação – salvo claro as exceções, e estas que nem sempre tiveram ou foram dadas as oportunidades devidas – é: “das antigas”. O Axé music com 15 anos de vida já fazia festa de não sei quem “das antigas”. O descarte era tão ávido que até o “das antigas” foi no bolo, virou a saída aos desvalidos!

Comecei, um tempo atrás, uma serie de contos sobre o axé nos quais relato um pouco de momentos e fatos acontecidos nos anos de ouro do ritmo e que se tornaram grandes histórias. Algumas dessas histórias – as principais – já foram contadas em diversos formatos como por exemplo livros e filmes. Mas, por serem muitas, algumas delas não acabaram passando no tempo e é nisso que foquei, em tentar contar esses pequenos momentos que se tornaram grandes. Um desses a se contar diz respeito à banda Cheiro de Amor, ainda na década de noventa.

As novidades andam escassas em nosso mercado musical. Nada de novo tem acontecido na terra. Alguns ensaios de novos modelos de mercado, novos atores para uma mesma cena, a propagação do pagode pegação – em verdade o termo é outro, mas manteremos esse pela tradição e pelos bons costumes. Mas somente isso – o que é muito pouco, diga-se de passagem. Mas, continuando a prosa, eis que algumas semanas atrás fui convidado a assistir um novo projeto, um recomeço. Fico sempre ressabiado com esses recomeços, pois quase sempre não dizem nada, sendo apenas ego inflado de artista sumido, tentando um espaço.

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