SÃO PAULO -O Grupo Bitcoin Banco entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (4) e logo em seguida sofreu com mais um vazamento na internet de dados pessoais e valores investidos de clientes.

Documento ao qual o site Cointelegraph teve acesso conteria nome, CPF/CNPJ, endereço, empresa investida, valores e classificação de investimento dos clientes da empresa.

Segundo o site, os valores dos aportes variam de poucas dezenas de reais até cifras milionárias. Mais de 20 investimentos seriam de mais de R$ 1 milhão.

O Bitcoin Banco é acusado de praticar pirâmide financeira e de reter desde maio os saques de milhares de investidores. Na época, o grupo denunciou um esquema que levou ao saque indevido de cerca de R$ 50 milhões e decidiu suspender a retirada de valores e congelar as contas dos clientes. Diversas pessoas entraram com processos, então, para reaver o direito de movimentarem suas contas.

Já são várias decisões da Justiça para bloqueios valores da empresa, em uma delas, de R$ 6 milhões, foram encontradas contas vazias, levando ao valor bloqueado de apenas R$ 130 mil.

No pedido de recuperação judicial, o Bitcoin Banco pede “a suspensão de todas as ações e execuções ajuizadas em face das autoras” e “o levantamento de todas as penhoras e constrições” impostas.

Fundado por Cláudio Oliveira, que ganhou o apelido de “Rei do Bitcoin”, o grupo está por trás da exchange NegocieCoins, que em abril disse ter a maior movimentação de criptomoedas do mundo, com US$ 900 milhões.

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